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Espelho meu

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Escrito por João Lopes Martins, CEO @ muchBeta

Nas redes sociais refletimos o que somos? O que gostamos? O que sentimos? O que queremos mostrar ou como queremos aparecer?

Estas e outras questões podem pôr-se a cada um de vós ou a qualquer empresa.
Nas redes sociais, somos de novo, uma aparência do que somos, o que queremos aparentar? O que queremos passar?

As redes sociais exigêm, por isso, uma estratégia miníma.
Para que quero o meu Twitter? Para que me serve o Facebook? E se criar uma página o que é que lá ponho? Com que frequência? Com que objectivo?

Quando qualquer um sai à rua, veste-se, arranja-se, há quem se aprume. Depende do dia, da ocasião, da pessoa, a mensagem que passa pela sua figura é sempre a mesma, é coerente, representa a sua individualidade? E a forma como uma marca se apresenta, como comunica, que tipo de mensagens, imagens, expressões usa, são coerentes?

Digo ou converso? Apresento-me para mostrar ou para partilhar? Aceito o feedback ou sou apenas declarativo? Estou disponível para a crítica ou não a permitirei? Respondo de imediato ou quando me der jeito?

Como farei? Como usarei estas novas plataformas de encontro de gente? Com que objectivo? Com que cara, com que tom?

Antes de usar as redes sociais é necessário entender que são hoje mais uma extensão de nós, pessoas ou organizações. Que nos refletem, apresentam e identificam. Que ligam pessoas a marcas, gente a negócios, desconhecidos a amigos, comparsas a curiosos.

Antes de usar as redes sociais convém entender que vamos entrar numa grande sala, em festa permanente, onde vamos ser vistos, ouvidos, abordados e avaliados. Convém lembrar que amanhã alguém irá ver o nosso histórico, o que partilhamos, o que dissemos, o que defendemos, quem somos.

As redes sociais são um espelho. Penteiem-se!

 

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