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O pequeno é o novo grande

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Escrito por Vera Maia, E-Business Specialist na SALSA

 

"O pequeno é o novo grande": uma afirmação de Seth Godin antes das
Redes Sociais serem reconhecidas como técnicas de marketing e ocuparem
o espaço anteriormente reclamado pelos grandes mercados de media e
comunicação.
Godin diz que as PME são consideradas mais bem sucedidas do que as
grandes empresas. Um "pequeno" poderia tornar-se progressivamente
escalável em comparação com uma "grande" que carrega um passivo de
poucos. Isso não poderia ser mais verdadeiro no mundo do marketing social.

A geração digital – Geração Y

As redes sociais têm crescido a larga escala, não só em número como em
relevância perante os utilizadores/consumidores que procuram uma maior
transparência na "relação" que pretendem estabelecer com as marcas.
Esta nova Geração Y, em oposição aos Baby Boomers que compram por
associação a status, procura novos atributos nos produtos que adquire. Os
Millenials (Geração Y) demonstram preocupação com o meio ambiente e
sustentabilidade, não descurando o design, exclusividade e tecnologia.
Os Millenials são a maior força de trabalho de startups e pequenas e médias
empresas, acreditando que as empresas devem ouvir voz dos consumidores
e as suas opiniões. Em 2025 representarão 25% da força de trabalho mundial
(daqui a apenas 13 anos!) e vão moldar a cultura corporativa e expectativas do
futuro.
O digital faz parte do DNA da Geração Y, uma geração que possui a maior
pegada digital da actualidade, encontra "o amor" no facebook, actualiza o
seu status desde o momento em que acorda, vê programas de televisão
enquanto pesquisa determinado produto com o telemóvel ou tablet, compara e
compra online e não define a posse de dinheiro como factor de sucesso.
As mulheres lideram nesta geração “conectada”, com a maior percentagem de
visualização de vídeos online, visitam mais blogs e redes sociais e assistem a
mais tv online.

(AVG Study)
 

Os “pequenos” são os novos “grandes” com as Redes Sociais

Esta geração está mais conectada online do que a média dos utilizadores e
atribuem maior relevância às redes sociais com as quais cresceram e que se
desenvolveram com os inputs dos seus utilizadores. Por outro lado, distingue-
se pelo empreendedorimo que lhe corre nas veias, com a criação não só de
novas empresas em grande parte de base tecnológica, mas também pelo
desenvolvimento e manutenção de comunidades à volta de determinado tópico.
Estas “subculturas” ou “nichos de mercado”, como o caso da “Etsy”, rede social
e e-commerce que promove e vende produtos de artesanato ou a “Fashiolista”
em que os seus utilizadores espalham o "amor" que sentem pelos produtos de
moda, têm a capacidade de se estruturarem autonomamente, criar sinergias
e influenciar os prescritores do mercado - mesmo que estes continuem a não
lhes atribuir a sua verdadeira importância.

Com a democratização do acesso à internet estas "subculturas" têm a
oportunidade de demonstrar que não são apenas um nicho, mas sim de larga
escala.
A cultura digital está a revelar-se, progressivamente, a cultura dominante e no
seio desta "subcultura" surgem novos prescritores/influenciadores, os quais
algumas marcas estão a descurar e que a comunidade está a dar, cada vez
mais, importância.

 

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