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Páginas Facebook e a Timeline

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Armando Alves, Head of Social Media, Fullsix Portugal

 

Depois de em Outubro de ano passado o Facebook declarar que o número de fãs estava a perder importância com a nova métrica "People Talking About This", as novas páginas vêm tornar ainda mais relevante o envolvimento dos fãs como indicador de sucesso.
 
Nas novas páginas são ainda mais transparente os indicadores públicos como Like de páginas ou as pessoas que interagem com ela, com a visualização pública da evolução no último mês destas duas métricas. 
Podem ver estes exemplos na página da Nike em: https://www.facebook.com/nike/likes

 
Nesta nova secção, podemos ficar ainda a saber qual o segmento demográfico que mais interage com a página ("Most Popular Age Group") ou qual a cidade onde a página é mais popular ("Most Popular City"). Páginas que estejam associadas a localizações físicas podem ainda mostrar indicadores como “Photos Tagged Here,” “Most Visited Week,” and “Largest Party.”
 
Foi também anunciado na Facebook Marketing Conference que estariam para muito breve as estatísticas em tempo real, uma das funcionalidades mais esperadas pelas marcas que assim podem ajustar de forma mais eficaz a sua conversação.
 
 
 
 
 
Vítor Domigos, Consultor em tecnologia


"Facebook Timeline para Páginas"; dito desta forma até parece algo inofensivo, aliás, será apenas a continuação de algo que recentemente foi implementado para todos os utilizadores do Facebook. Uma nova forma de visualizar a 'timeline', ou seja, o conteúdo que cada um coloca na rede, organizado e focado na pessoa e no que ela fez no tempo.

De um ponto de vista funcional, a mudança da 'timeline' do utilizador faz todo o sentido e de um ponto de vista de diário pessoal, até é interessante. O problema está, numa ampla mudança aplicada também às páginas. Essas que eram vistas pelas empresas e marcas, como uma estrutura para disseminar conteúdos e interagir com os fans. Para além de publicar conteúdo, as marcas estavam a dar uso a páginas de entrada (landing pages) para promoção própria e a usar separadores para concursos, promoções ou interacções com fans.

A aplicação da nova 'timeline' nas páginas coloca as páginas ao nivel de um perfil normal de utilizador do Facebook, com basicamente as mesmas regras, perdendo as funcionalidades de promoção, obrigando para isso as marcas e produtos a um esforço maior para se venderem aos fans e disseminar o seu conteúdo. Nivela as coisas entre marcas e utilizadores, tendo as primeiras de se posicionar num nivel mais pessoal, obrigando-as também a uma maior interactividade e criatividade.

As alternativas de promoção vão passar agora pelo que dá lucro ao Facebook, a publicidade. O que anteriormente passava pelos separadores, tem de ser gerido de uma melhor forma, tendo em conta que para os fans deixa de ser liquido o seu uso e acesso. Ficam as marcas com uma 'timeline' que requer esforço, dedicação e humanização, tal como um perfil normal do Facebook. Pelo meio ficam inteiras aplicações desenvolvidas para separadores, envolvendo um custo de adaptação e reprogramação para um novo perfil.

 

 

 

 

Miguel Albano, Digital Director da Parceiros de Comunicação

 

Lembram-se quando o Facebook não era mais do que uma simples rede social exclusiva dos alunos de algumas universidades norte-americanas?

Os tempos em que para aderir era necessário pertencer a uma “network”, fosse ela académica, profissional ou (após alguns meses), geográfica?

Lembram-se quando o Facebook lançou as Páginas para evitar que as marcas tomassem conta dos perfis? Ou os usernames?

O tempo passa depressa no universo digital e se há uma lição a retirar nestes últimos anos da nossa relação com esta rede social é que a inovação e a mudança estão ao virar da esquina e podem aparecer a qualquer momento.

No dia 29 de Fevereiro o Facebook decidiu anunciar mais uma mudança. Desta vez, a mudança impactaria a presença das marcas.

Estas teriam sensivelmente 30 dias para adoptar o novo formato, conhecido por Timeline, pois no dia 30 de Março esta mudança iria ocorrer (quer os gestores das páginas gostassem ou não).

O Facebook tornou-se um canal incontornável no marketing mix das marcas.
Não há estratégia digital ou social que não tenha em consideração esta rede social. Para o bem ou para o mal, Facebook é hoje sinónimo de marketing social.
Ainda mais, num país onde mais nenhuma rede social tem o alcance que tem o Facebook (já agora, que é feito do hi5 ?).

O investimento efectuado pelas marcas no Facebook nos últimos anos, seja na gestão da sua presença, seja na aquisição de audiências, seja no desenvolvimento de ativações e aplicações criou um ecossistema único no mundo digital. Não lhe conheço paralelo nem consigo imaginar que este fenómeno se venha a repetir em breve.

A imposição da mudança para o formato Timeline para as marcas não é algo de surpreendente nem crítico. Mas é demonstrativo da dimensão e importância que o Facebook tem. E eles sabem isso.

O Facebook marca assim passo e define o caminho da relação entre marcas e consumidores no espaço digital.

O formato Timeline introduz, curiosamente, um conceito que não é novo. Mas que ganha nova dimensão pelas mãos do Facebook.

O que o Facebook nos mostra, com este novo formato, é que há uma oportunidade de contar uma história aos consumidores e que estes se envolvem mais profundamente com as marcas com as quais se cruzam ao longo da sua própria história.

O conceito de digital story telling ganha assim uma nova dimensão e obriga as marcas a pensar não só no presente e futuro dos seus conteúdos mas no seu passado.

Quantos de nós estarão agora a vasculhar os arquivos à procura daqueles momentos históricos que valem a pena partilhar?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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