O possível e ainda oculto potencial da geo-localização
/ 0 Comentários
Texto de Miguel Albano | Diretor de Comunicação Digital | Parceiros de Comunicação
O despertador toca cedo. O dia amanhece e a viagem para a empresa faz-se rápida. A carteira no casaco, as chaves no bolso, o telemóvel na mão. Cheguei.
Faço check-in e anuncio ao mundo a minha chegada à empresa
Facebook Places, Gowalla, Foursquare. Honestamente, a plataforma é irrelevante. O conceito é que interessa e a sua importância começa agora a ganhar dimensão.
Na prática, aquilo que eu e milhões de outros utilizadores estamos a fazer todos os dias é meramente de dar uso à geo-localização e à conectividade contínua que a tecnologia hoje disponibiliza nos telemóveis e dispositivos móveis.
Com recurso a um mero telemóvel é-me possível indicar à minha rede social a minha localização e partilhar aquilo que me é relevante.
Pelo meio, torno-me num promotor voluntário de uma organização, estabelecimento ou marca. Ao anunciar ao mundo que estou a almoçar em determinado sítio ou a visitar aquela loja, estou, implicitamente, a recomendá-la (excepto se emitir um comentário em contrário).
Daí que me interrogo? Quanto valerá este meu patrocínio?
Ninguém sabe ao certo. A Staples foi a primeira marca a inovar de forma aberta neste segmento. Um desconto de 7,5 € por um simples check-in.
As promoções associadas à geo-localização começam assim a tornar-se moda nas grandes metrópoles. As grandes marcas experimentam, testam e aprendem a interagir com os seus consumidores através de mais um canal.
Mas o potencial da geo-localização não se limita às grandes marcas e às grandes metrópoles. É exatamente no segmento oposto, das micro e pequenas organizações que o impacto poderá ser de dimensão extraordinária.
Porque a geo-localização possui um custo de operacionalização reduzido e um retorno imediato por parte de um potencial cliente, pela promoção que promove. Porque a recomendação a uma pequena loja e/ou restaurante gera mais impacto do que a uma grande superfície.
A geo-localização é uma arma poderosa para uma PME no arsenal dos novos meios. Quem a souber dominar ganhará certamente uma vantagem competitiva.
E na conjuntura atual, quem é que não precisa de vantagens competitivas?
