A prática assertiva na websocial
/ 5 Comentários
*Por Flávia Paluello, Consultora Comunicação Digital na Lift-Consulting | PR and blogger
Sim, a websocial é apenas mais uma ferramenta ou plataforma para a comunicação, mas diariamente encontramos muitos pequenos negócios a actuar de forma errada, apresentando más práticas, como por exemplo, perfis no Facebook ao invés de páginas, ou perfis de Twitter sem a mínima monitorização.
No caso dos pequenos negócios é normal esta prática onde, geralmente, o fazem à experiência e pelo ouvir falar que é eficiente. Mas no caso de grandes marcas e empresas essa prática, num repetir dos mesmos erros é simplesmente inadmissível! É muita falta de responsabilidade – é assinar o atestado de incompetência. É inadmissível errar agora. Dizer que não sabia.
Esta incompetência existe simplesmente porque as agências e consultores acham que a websocial é uma grande novidade mas não passa de notícia velha. Estes erros que se repetem marca após marca, má prática após má prática, são apenas espelhos do atraso no desenvolvimento da área em Portugal.
E agora perguntam-se qual o porquê deste atraso? Porque os ‘Velhos do Restelo’ descobriram agora a pólvora e não a sabem utilizar. A websocial não é novidade. É apenas novidade para quem não conhece. E estes senhores que desconhecem por completo as práticas e casos de sucesso em websocial vendem o peixe como se fosse a maior inovação e como se fossem os maiores especialistas na área.
As grandes empresas e marcas que querem agarrar a boleia da novidade e de serviços, a pequenos valores e muito compensadores (porque esta é a noção geral sobre as estratégias em comunicação e publicidade para a websocial) compram a ilusão apresentada por estes profissionais e agências que fingem que sabem alguma coisa.
Aquilo de que se esquecem é justamente que a websocial não é o futuro mas sim o presente, já com um pé no passado. A velocidade das coisas mudou. As novidades vão e vem mais rápido. Os ‘velhos’ não se aprimoram. ‘Burro velho não sabe línguas’. São já alguns os profissionais com pelos menos três anos de experiência na websocial.
Há três anos que alguns estão interessados em aprender, conhecer e entender como podem fazer funcionar. Já aprenderam e muito com o erro dos outros. Também alguns dos estudantes, candidatos a profissionais no futuro próximo, interessam-se por uma prática mais assertiva, mas não têm suporte nem a prática suficientes. Precisam de novas experiências, novas oportunidades, novas tentativas e, principalmente, votos de confiança e credibilidade para provarem que sabem e que podem. Sem palpites dos ‘velhos’.
A websocial não é novidade e por isso não são admitidos erros de principiante. Conhecimento e experiência não custam pouco e como diz o velho ditado: O barato sai caro.
A obrigação dos profissionais, já que com as agências como um todo é um bocado mais difícil que tudo se processe de forma correcta, é no mínimo conhecer aquilo que propõem como estratégia para os clientes. Contudo, não é isso que vemos acontecer.
Já são muitos os casos de má prática conhecidos só em Portugal, maior ainda o número de exemplos vindos de fora. Senhores profissionais, por favor, percam um pouco de tempo a ler a conhecer as boas práticas, regras e termos de todos os serviços e ferramentas da websocial. Os clientes ficarão certamente mais satisfeitos com os resultados, principalmente, se não forem arrastados para crises desnecessárias. Vão economizar muito do budget se não tiverem de agir para resolver uma crise de imagem e reputação por causa dos erros primários das agências que não sabem como fazer funcionar a comunicação na websocial.
Se não há tempo para conhecer e aprender as tais novidades, por favor, ajudem o governo e tenham a vossa fatia de boas contribuições para o país, ao permitir que os jovens interessados possam estudar, ler, aprender, e ajudar nas propostas estratégicas que serão apresentadas aos clientes.
Assim, pelo menos, asseguram que alguém está actualizado e conhece o mínimo possível de todas as ferramentas que poderão ser propostas, e que a vossa campanha ou plano de comunicação não irá ser considerado mais um mal exemplo de utilização das plataformas da websocial.
Acertar e criar boas campanhas é fácil. Também há muitos bons exemplos por todo mundo, basta para isto conhecer e aplicar práticas mais assertivas.
Aqui estão algumas indicações e até podemos começar um jogo do tipo “onde está Wally”. Vejam lá se encontram onde e quais são as más práticas?
Super Bock
Fnac Portugal
Pecados Ibéricos
Veste Couture
Sanindusa Indústria de Sanitários
Proside Lda
Tuareg Odivelas Caffe Bar
Poise Trend
E-goi Marketing
Waymedia ContentFactory
Nestlé Portugal
Peugeot Portugal
Filipe Figueiredo
Bom dia,
Tentei "econtrar o Wally" nos vossos exemplos e, perdoem-me a ignorância, nalguns casos não encontrei. Será possível dar a resolução do problema!
Obrigado!
FFigueiredo
Vanessa Quitério
Caro Filipe Figueiredo
Na próxima semana serão divulgados os resultados desta charada. No entanto pode continuar nessa busca pelo 'Wally' dos erros crassos de algumas marcas de mercado na sua actuação no social media. Pode ser uma questão de observação e juntar 2+2 .
André Luís
Bem... *estala dedos*
*desata a clicar*
hmmm...
- perfil privado da superbock? :-(
- muitas (tantas!!) páginas de perfil de utilizador (pessoa) em vez de página (page)!! :-((
- não vi nenhum, mas aposto que na timeline dalguns deve haver campanhas e passatempos mal feitos...
Ah... gostei, isso sim, das discussões promovidas na página da Peugeot! :)
Vitor Tavares
O Social Media Marketing é muito abrangente, não se trata somente de facebook, já para não falar nos factores de influência social que são diversos e extremamente importantes.
A presença em si deve ser coerente, organizada e adaptada à realidade das empresas, tendo em conta a gestão de recursos internos.
Agora questiono-me!? O que é uma boa e uma má prática!? Que numeros estão envolvidos!? Quais as melhores soluções!?
Julgo que o titulo do artigo induz em erro, tendo em conta o seu conteudo "A prática assertiva na websocial"... Qual é!? Este artigo é uma critica sem fundamento e sem soluções.
Não gostaria de fechar sem referir que a ideia é formular uma crítica construtiva ao texto em si e deixar em aberto a discussão relativamente àquilo que se poderão ou não considerar boas práticas sobre diferentes pontos de vista. Na minha opinião, é necessário ter algum cuidado na abordagem a este tema, porque não há fórmulas pré-concebidas para o sucesso.
Espero que haja mais comentários e se possível até divergentes, com exemplos de estratégias e resultados de campanhas na Web Social para enriquecermos o debate e podermos retirar efectivamente algumas conclusões úteis.
Antonio Quintas
Concordo com o Vitor...
Este artigo foi muito pouco esclarecedor. Quanto ao eterno paradigma entre perfis e páginas eu considero que muitas vezes os perfis institucionais no Facebook são criados pela necessidade de interagir na Rede Social e de gerir multiplas páginas.
O melhor exemplo (entre aqueles que foram fornecidos) é o E-goi, assumindo uma postura imparcial com o seu perfil (Limita-se a fazer networking) e comunica com os seus fãs através das suas páginas - O mais importante é a utilidade que se dá e o conteudo que se coloca.
Considero também que, numa Rede Social não existe o tão chamado "SPAM", só é publicado aquilo que nós permitimos - Cabe às pessoas configurarem as suas permissões.
NOTA: Gostei da ideia de "encontrar o Wally" ;)
