Não há 2.0 sem um maduro 1.0
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*Por Rodrigo Saraiva, Consultor de Comunicação da NextPower
Recentemente fui desafiado pela organização do Portugal 2.0 para escrever um post, que designei por “Não há 2.0 sem um maduro 1.0”. Nesse texto foquei os pontos em análise no evento, Transparência, Participação e Colaboração, nomeadamente na actuação e participação dos responsáveis e entidades Públicas, concluindo que por mais 2.0 que exista, este nunca resultará sem um 1.0 maduro. Ou seja, quem nunca soube agir, intervir, interagir, num mundo 1.0, ou até mesmo antes de existir a internet, nunca o saberá, nem conseguirá, fazer no 2.0 e em tudo o que vier a surgir.
É que no fundo, há sempre algo em comum a todos estes mundos, nós! O ser humano é sempre condição, com todos os seus defeitos e virtudes.
Para mim a resposta é fácil. Serão os mesmos que podem apoiar num ambiente 1.0. Ora, se defendo que as Public Relations (o Conselho em Comunicação) são aquelas que melhor apoiam numa estratégia transversal nos meios tradicionais, porque haveria de ser diferente nos novos media, neste novo mundo?
Todas as áreas da comunicação podem intervir no 2.0, mas tal como no 1.0 cada uma terá as suas actuações limitadas ao que melhor sabem fazer. Também deve ser tido em conta que há, por exemplo, agências de publicidade que têm vindo a diversificar a sua actuação.
Algumas já não se limitam a fazer o advertising tradicional, apresentando campanhas que visam a criação de relações (veja-se alguns dos prémios em Cannes). Tal como há das chamadas Agências de Comunicação, algumas que se nem no 1.0 conseguiram evoluir, não é agora que irão conseguir ter bons resultados.
Outra das questões que me colocou a pensar no que haveria de escrever neste texto foi de que não seriam os métodos tradicionais a vingar no 2.0. E dizer isto assim de forma seca parece-me redutor. Se é verdade que nos devemos estar constantemente a actualizar e evoluir, se toda esta realidade do 2.0, da social media, carece de novas abordagens, também não deixa de ser verdade que há actuações que são as mesmas. Ou melhor, os objectivos são os mesmos, os meios (media) é que não.
Imaginemos um Consultor de Comunicação, na sua área de assessoria mediática. Os públicos mudam? Os stakeholders são outros? Nem por isso. Um Consultor ou Assessor, se antes queria falar com o Público, hoje não deixa de querer. Talvez mude apenas a pessoa de contacto. Se antes contactava com o Editor de Sociedade, talvez agora contacte com o Editor do Online.
Tudo isto são questões que surgem no dia-a-dia, não sendo fechadas. São temas para debate, seja no 2.0, seja nos dias 11 e 15 de Dezembro no Upload Lisboa e PRO.
